PRIMEIRO SEMESTRE DE UM ANO INCRÍVEL

BEM VINDO AO SAMIRA NA LUA

PRIMEIRO SEMESTRE DE UM ANO INCRÍVEL

Depois de uma fase intensa de desconstruções e reorganizações de vida, parecia que tudo estava entrando numa fase boa e…

 

ESTAVA MESMO!!

 

“Decidi que vou ficar no Brasil até me sentir melhor”

UHUUUL

Rafa Abreu e Re Guerra - Guarujá

QUE FASE BOA!

Desde que nos conhecemos, sempre fomos muito sinceros em relação ao desejo de sermos “livres” e o quanto estávamos “nos encontrando” sendo solteiros, então estávamos de acordo que continuaríamos “Livres e felizes”.

Eu sempre apreciei a solitude e a idéia de ter um relacionamento estável era andar na contra-mão da “liberdade”, tanto porque ela poderia voltar em breve à Europa e namoro à distância era uma parada que eu nunca imaginei funcionar e não desejava nem pra um inimigo… 

(Óh Senhor, quantas vezes serei contrariado nessa história? kkk)

 

Eu poderia afirmar que nesse momento estava me sentindo na melhor fase pessoal da vida, estar com ela fazia meu coração bater mais forte e quando a Bruna ia junto era 100% de certeza de rolê divertido, então a solução era viajarmos e curtimos tudo sempre juntos. Que Fase Boa!

 

E assim demos “play” num período bem incrível em nossa vida :

 

 

Nos dias de semana eu trabalhava no pronto socorro do hospital de Brotas, interior de São Paulo. Cidade turística de aproximadamente 25 mil habitantes com muitas cachus e picos irados. A cidade é bem conhecida pelos esportes no Rio Jacaré Pepira, principalmente pelo Rafting (equipe 8x campeã mundial).

 

Eu frequento essa cidade desde “sempre” por ter muitos familiares e amigos de infância que moram lá, então enquanto eu estava no hospital elas ficavam na casa da minha vó e amigos e assim que eu saía a gente ia caçar alguma aventura, esporte, ou som pra fazer nos picos.

 

 

Rafa Abreu, Re Guerra e Bru Rosa - Cachoeira Santa Maria - Brotas

 

Nos finais de semana a gente sempre tentava viajar pro Guarujá pra pegar onda e curtir, ficávamos hospedados no Curvão Surf House, um Hostel iradíssimo que eu frequentava já fazia alguns meses e depois íamos caçar algum lugar pra ver o por-do-sol e fazer um som.

 

Durante à noite era curtir o bar do Hostel que sempre bombava

Nesse pico conheci muita gente incrível e uma dessas pessoas foi o Flavinho, na época ele era gerente do Hostel e instrutor de surf. 

Ele não escapou das graças da Brunas e hoje moram juntos no Guaru.

 

 (Em breve lanço um E-Book de como perder 2 amigos de uma só vez, kkkk)

 

Íamos também muito à São Paulo já que era onde a Renata trabalhava e eu aproveitava pra conhecer tudo que a cidade poderia oferecer, desde o Solo Sagrado da Messiânica:

Rafa Abreu, Re Guerra, Vinicius e Jonas Pavarini - Solo Sagrado Messiânica

 

 

até os bares e baladas… 

 

e fazíamos tudo muito bem feito, principalmente usar o balcão do bar como se deve!

 

 

 

Éramos amigos de verdade.

Não escondíamos nossas vontades pessoais pra evitar desconfortos de opniões.

Não escondíamos nossos desejos para disfarçar segundas intenções.

E isso foi muito importante pra construirmos nossa base leve e raízes fortes firmadas na confiança e sinceridade.

Não sabíamos o que estávamos fazendo, mas era um prato cheio pra um relacionamento estável e principalmente saudável. (Amém, senhor!)

 

Mudando um pouco de assunto… 

Em junho, numa dessas viagens, em Santa Cruz da Conceição, Vi uma mensagem de whatsapp em um grupo profissional de médicos solicitando voluntários com urgência para trabalhar na “Operação Acolhida”, na fronteira com a Venezuela.

 

Aos interessados enviar uma mensagem para o contato -Dra Karina Oliani-“

 

Era como um letreiro com uma seta gigante

  “Realize o seu sonho! clique aqui!”

 

 Já na hora mandei mensagem declarando meu interesse em trabalhar e queria saber o que precisava para viabilizar essa viagem. Durante a conversa eu tive a impressão de que já “conhecia” essa pessoa ou já tinha ouvido esse nome em algum lugar e na hora fui procurar no meu instagram.

  

 

Dra Kariana Oliani - Perfil Instagram

 

Com CERTEZAconhecia e seguia

 

Médica das brabas, caçadora de tornados com um estilo de vida pra poucos, escalou as montanhas mais altas do mundo, mergulhadora, e etc..  Era um excelente indicativo que seria algo bem feito e bem intencionado

 

A Seta “Clique Aqui” ganhou mais uns 3000Volts e começou a sair fogos de artifício no fundo kkk

 

Na minha cabeça já estava decidido de que iria usar 100% da minha energia para viabilizar essa trip e essa informação foi como uma injeção de energia extra. 

O plano era o seguinte, íamos para atender os Venezuelanos que atravessaram a fronteira com o Brasil, muitos caminhando cerca de 300km ao longo da estrada de asfalto, sob o clima amazônico de chuva e calor com sua família inteira fugindo da fome e da crise grave do seu país.

 

Era uma operação conjunta das Forças Armadas do Brasil, então iríamos de avião da Força Aérea Brasileira e ficaríamos em um acampamento do Exército Brasileiro.

 

Quanto mais recebia informações da viagem, mais meu coração acelerava e aumentava minha vontade de ir.

 

Restaram apenas duas questões importantes:

 

1) A data do voo era incerta

2) Tudo poderia ser desmarcado de última hora por questões logísticas das Forças Armadas.

 

Quando confirmou a data provável, faltava apenas “9 dias” pra missão.

E ADVINHA? 

 

Foi marcado justo na ÚNICA data que eu não poderia.

 

Esse meu ímpeto por viagem foi fortemente influenciado pela minha família. Desde criança meu pai tentava organizar pelo menos uma viagem ao ano com todos, mas já havia muitos anos que isso não acontecia.

Com muito esforço ele conseguiu planejar uma viagem com a maioria para conhecer um pouco do Canadá e…

 

A missão voluntária foi marcada exatamente nos mesmos dias.

 

CLARO! Quando a história é comigo eu sempre digo… tudo pode acontecerinclusive não acontecer nada.

 

Era tudo que um libriano precisava pra querer se dividir em 2.

Precisei decidir rápido entre viagem em família e viagem à trabalho voluntário.

 

Tudo estava em cima da hora e qualquer decisão teria grandes vantagens e desvantagens.

A maior desvantagem de decidir ir para Roraima é que a missão poderia ser cancelada à qualquer momento e eu poderia ficar sem nada.

 

Levei em consideração que era uma grande realização pessoal e profissional e decidi:

 

– Vou pagar pra ver! Minha intuição está “gritando” pra eu me jogar nessa missão.

 

Convidei uma amiga “meio médica e meio louca” de irmos juntos, ela topou e nos jogamos na ideia.

 

A decisão já estava feita: Ou Missão Operação Acolhida ou Casa.

 

Eu ainda estava dividido em meus sentimentos e triste por não participar da viagem familiar, era uma coisa que já estava programada havia muito tempo, mas nesse momento eu precisava me dedicar ao que meu coração chamava.

 

Agora era só esperar, ter fé e viver o que o universo ia nos preparar.

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Quem Somos

Familia Guerra Abreu - Samira Na Lua

Somos uma família de músicos viajantes em (des)construção, se encontrando num mundo sustentável e ecológico. Queremos compartilhar tudo que estamos aprendendo e vivenciando nessa nova fase da vida. Sempre tivemos um estilo de vida diferente do habitual e uma gestação inesperada que poderia ser o “fim das nossas aventuras” (como diziam) tornou nossas escolhas com ainda mais sentido.

    Rafa Abreu é músico e médico por formação, trabalha em pronto socorro e viagens voluntárias desde 2016.

    Renata Guerra é modelo pelo mundo desde 2014, pelas agências Mega Modelo Brasil, MGM, The Lab, entre outras…

   ⇒ Samira é o resultado desse encontro.

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