O primeiro “Oi”

Eu fui sozinho pro carnaval do Rio, já tinha ido algumas vezes e sabia que ia encontrar as melhores festas, bloquinhos, e amigos…

O resto deixei ao acaso. 

Rafa Abreu no Por do Sol do Rio de Janeiro

Renata foi com os amigos pela primeira vez ao carnaval do Rio se jogar na Sapucaí e nos bloquinhos…

O resto deixou ao acaso.

Renata guerra, Bruna Rosa e Camila costa na Sapucaí no carnaval 
Logo que cheguei recebi um convite da minha família, que há anos não via, para que “antes de me jogar pelas ruas” aprendesse a meditar em um quarto escuro de uma casa no meio da floresta.

 A partir daí toda história que só o universo pode explicar…

O Primeiro "Oi" - Parte 1

fev/Ano de 2018-


Antes de 
chegar no Rio eu já estava bem ansioso pro carnaval, eu ia ficar em uma casa que meu primo morava, ela ficava no meio do mato num bairro nobre do RJ e entre tantas coisas legais que havia nela, havia um estúdio com uma parede de vidro voltada pro mato e morava junto com ele alguns músicos.

Eu, como folião e músico, não precisava de mais nada.

Chegando lá minhas expectativas ficaram pequenas perto de tudo o que tinha na casa. Era praticamente 5 andares morro abaixo e cada andar com algo massa. Desde uma vista privilegiada do RJ à uma cozinha no meio do mato que recebia todo dia a visita de macacos nativos.

 

Macacos nativos comendo fruta na varanda 

Excelente! Já queria jogar minha mochila no quarto e correr para os bloquinhos que estavam bombando nas ruas. Fui recepcionado pelo meu primo Enzo e minha Tia Alice. Uma japonesinha mestiça com cigana, que tem no cabelo dreads até a cintura, em que o misticismo e a espiritualidade transbordam em cada ato e palavra que fala, e ela me fez um convite que brinco ter sido uma “armadilha“.

.-“Antes de sair pra rua, vamos meditar?”

Tia Alice e Rafa Abreu no Rio de Janeiro
Essa é a tia Alice – Praia da Barra – RJ

Eu sempre acreditei muito em energias, sempre acreditei na força da mente, e já havia ouvido falar diversas vezes da meditação e suas qualidades em relação à esses assuntos, mas por algum motivo, como um “boicote pessoal”, eu nunca tinha tentado essa experiência.

Pois bem, era essa a hora e o lugar certo.

Em uma experiência de 20 minutos, em um quarto à meia luz, sentados no chão, com os dois me guiando, consegui reduzir consideravelmente meus pensamentos acelerados, e mesmo sendo minha primeira vez eu consegui me conectar com a única coisa que eu precisava naquele momento: 

com o verdadeiro “Eu”.

 

Assim que acabou, nos primeiros papos,  aquela vontade imensa de ir ao bloquinho já havia se misturado com a pergunta:

 

.- Mas o que eu preciso fazer tanto que precisava ser exatamente “agora”?

 

Adiei mais um pouco a rua pra um almoço vegetariano preparado por eles… 

(segunda armadilha que explico mais pra frente)

Rango bom demais e boa conversa, mas pra quem me conhece sabe que minha hiperatividade é nível máximo e inevitavelmente chegou um momento em que eu falei: 

 

tomando café na cozinha da area aberta
cozinha da casa

 

 

.- Tá ótimo, foi uma experiência maravilhosa, já entendi a mensagem, mas agora eu vou para onde eu deveria estar, VOU CURTIR O CARNAVAL!

Deu a hora.

Peguei meu chapéu de palha, minha garrafa térmica amarela, puis um macaco de pelúcia jamaicano amarrado na perna, shorts Jeans, sem camisa e estava pronto: Sorriso de orelha a orelha.

 já era meu 6º carnaval no RJ e sabia que lá sim eu me sentia muito bem.

Embarquei num metrô, aquela “bagunça boa” nos vagões, assim que cheguei na rua lotada aconteceu o que eu mais temia:

 

Eu não estava mais naquela frequência de pensamentos e ações.

 

 Não estava entendendo nada aquele tanto de gente na rua, bebendo até cair, e “pegação” aleatória… Ou seja, não estava entendendo nada do carnaval.

 

Quero deixar bem claro: Eu sempre gostei de vivenciar aquilo no máximo da minha intensidade e existência (ou seja, GOSTO MUITO DE FESTA!),  continuo apoiando e fico muito feliz pelas pessoas que vão e se divertem (inclusive carnaval no Rio de Janeiro é SENSACIONAL), mas falando novamente, a minha frequência vibracional havia mudado um pouco, e eu não me sentia como num lugar “tão meu”. Era como encontrar o que eu precisava começar a procurar.

Logo pensei: “Putz, devia ter meditado na Páscoa, e não no carnaval!!” (quem não pensaria, não é mesmo…?)

Tentei insistir mais um pouco, mas minha vontade naquele momento era estar naquela casa cheia de músicos, produzir, conversar e entender mais sobre aquele mundo novo que tinha aberto pra mim: comecei a entender a importância  da nossa energia vital e quanto o foco dela é importante em nossa vida.  

 

 

Resumindo um pouco a história para o que interessa: havia planejado ficar uma semana no Rio de Janeiro, e meus planos foram alterados para mais de 20 dias naquela programação: mistura entre bloquinhos, música na casa, festa,  meditações, praia com os amigos… foi como achar uma direção pra minha vida e começar a “curva” pro rumo certo.

Rafa Abreu e Otavio Javaroni na prainha - RJ
Rafa Abreu e Otavio Javaroni na prainha – RJ

 

 Havia a necessidade de focar meu tempo e energia para o que realmente era produtivo e que me fazia sentido. Nesse tempo comecei a planejar minha vida inteira pensando em tudo o que eu realmente queria fazer e o que em minha concepção me faria bem, e com esse foco de pensamentos e ações muitas portas se abriram, muitas vontades se dispersaram, enquanto outras surgiram. Percebi que se direcionasse a energia para as oportunidades das quais eu deveria aceitar e me empenhar, agindo com vontade e essência, elas se tornavam possíveis. 

Nessa organização da vida com bons resultados, chegou a hora de eu ajustar a bússola do coração.

Decidi como num estalo de dedo mandar mensagem pra uma pessoa que já fazia um tempo que considerava a mulher mais incrível que já tinha “visto”.

Fazia mais de um ano (não sei desde quando exatamente) que eu seguia o perfil da Renata no instagram e me inconformava o quanto sua beleza e todo seu jeito me chamava a atenção, sentia algo muito diferente além da sua beleza, mas não fazia a menor ideia do que era, nem de quem era… 

Seu instagram era praticamente todo em inglês, sua localização era sempre Londres e tinha mais de 30mil seguidores. Então, o que sempre me restava fazer…? 

 

LIKE ATACK!! (óbvio)

 

No último ano, eu já havia curtido praticamente todas as suas fotos, tinha dia que eu “descurtia” fotos só pra “curtir” de novo ( não, eu não era um “stalker”, ok?), me lembro que num desses “ataques” há uns meses atrás ela retribuiu curtindo uma foto minha (putamerdaeagora),  como não sabia o que fazer naquele momento, resolvi não fazer nada

 

Voltando ao Carnaval: Claro que eu já tinha visto nos seus “stories” que ela também tinha passado o carnaval no Rio de Janeiro. Seria um sinal?

 

 

Juntei minhas forças e fiz o que meu coração mandou

Entrei no instagram dela e mandei um “Oi”

Renata Guerra na praia do Rio de Janeiro
Renata Guerra – RJ

Posts - Nossa História

Bem Vindo ao Blog Samira Na Lua!
Estamos muito felizes em começar esse blog e espero que gostem! Quer receber um aviso dos posts? Só deixar seu e-mail! Não enviamos spam
Familia Guerra Abreu - Samira Na Lua

Quem Somos

Somos uma família de viajantes em (des)construção, se encontrando num mundo sustentável e ecológico. Queremos compartilhar tudo que estamos aprendendo e vivenciando nessa nova fase da vida. Sempre tivemos um estilo de vida diferente do habitual e uma gestação inesperada que poderia ser o “fim das nossas aventuras” (como diziam) tornou nossas escolhas com ainda mais sentido.

 

Rafa Abreu é músico e médico por formação, trabalha em pronto socorro e viagens voluntárias desde 2016.
Renata Guerra é modelo pelo mundo desde 2014, pelas agências Mega Modelo Brasil, MGM, The Lab, entre outras…
Samira é o resultado desse encontro.
Seja Bem Vindo

14 comentários em “O primeiro “Oi””

  1. Filho tudo isso que vem acontecendo e aconteceu para vocês dois se encontrarem é permissão divina!
    Bolinha vai bolinha vem! e não é que ela veio mesmo? Junto com outra bolinha ao quadrado? 🐒😍🤗✋❤😘

        1. Patrícia Alves

          “Conheci” a Renata na época do Menina fantástico, mas não acompanhei mais, agora achei ela no Instagram e vi o blog de vocês, linda história de amor mas eu não teria maturidade de ver fotos da ex namorada do meu marido no Instagram dele, tem foto beijando hehehe sim eu stalkei vocês 2
          Bjs

          1. samiranalua@gmail.com

            Olá Patrícia! Tudo bem? muito obrigado pelo comentário!
            Que bom que gostou do blog e do instagram! Seja sempre bem vinda!
            Nossa história de amor é embasada em confiança e respeito!
            Eu terminei o meu relacionamento com a minha ex-namorada 3 anos antes de eu conhecer a Renata e foi um namoro muito sadio, somos amigos até hoje!
            Somos muito felizes em não precisar esconder nossas histórias que nos levaram até aqui! Entendo que o instagram por ser “público” pode causar esse tipo de desentendimento externo, mas somos bem resolvidos entre nós.
            Espero que você encontre essa paz na sua vida! hahahah É super leve esse tipo de desapego!
            “O que negas, te subordina. O que Aceitas, te transforma”Carl G. Jung
            Beijos!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 5 =